Ocupação ilegal de Israel: Relatora da ONU cobra ação internacional urgente em Gaza e Cisjordânia para proteger palestinos

Ocupação ilegal de Israel: Relatora da ONU cobra ação internacional urgente em Gaza e Cisjordânia para proteger palestinos

  • 24 de agosto de 2026
  • Mundo
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A relatora especial da ONU para os direitos humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, fez um apelo público urgente pelo envio de forças internacionais de proteção à Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza. O pedido foi publicado em sua conta na rede social X e motivado pela divulgação de um vídeo que mostra um jovem colono israelense de 16 anos espancando um palestino amputado com um bastão no sul de Hebron. O agressor foi preso pela polícia israelense em 23 de agosto. Albanese argumenta que os Estados têm obrigação legal de agir, com base na decisão da Corte Internacional de Justiça que, em julho de 2024, declarou ilegal a presença israelense em território palestino.

Relatora da ONU pede proteção urgente

Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, foi direta: “Uma presença internacional de proteção na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza é absolutamente urgente.” O apelo foi publicado em sua conta no X e representa uma das formulações mais explícitas da relatora sobre a necessidade de intervenção internacional na região.

O pedido tem como alvo três territórios sob ocupação ou bloqueio israelense: a Cisjordânia ocupada, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza. O objetivo declarado é proteger a população palestina dos ataques que se intensificam na região, tanto por parte das forças israelenses quanto de colonos armados que atuam com crescente violência.

Agressão e ilegalidade da ocupação

O gatilho imediato do apelo foi um vídeo compartilhado pela própria Albanese, que registra a agressão de um jovem colono israelense contra um palestino apoiado em muletas na Cisjordânia ocupada. O agressor, de apenas 16 anos, foi preso pela polícia israelense em 23 de agosto após espancar com um bastão a perna amputada da vítima, no sul de Hebron. A jovem de 17 anos que filmou a cena foi colocada em prisão domiciliar.

“Os Estados têm a obrigação de agir para acabar com a ocupação ilegal de Israel”, afirmou Albanese, citando a determinação da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, que concluiu ser ilegal a presença do Estado israelense em território palestino.

A relatora não trata o episódio como caso isolado. Palestinos na Cisjordânia têm sido sistematicamente vítimas de grupos de colonos israelenses, em ações que incluem invasão de terras, roubo de gado e destruição de propriedades e áreas agrícolas.

Implicações e próximos passos

Ao mesmo tempo em que cobra ação, Albanese expõe a trava estrutural que bloqueia qualquer resposta efetiva: a paralisia do Conselho de Segurança da ONU, onde o poder de veto impede resoluções vinculantes sobre Israel. A relatora questionou publicamente se “os bons ofícios do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e da Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada em setembro, ajudarão a superar” esse impasse.

A pergunta não é retórica. A Assembleia Geral não tem poder de veto, mas pode emitir resoluções com peso político e moral considerável. Se o tema entrar na pauta de setembro, será um teste concreto sobre a disposição dos países-membros de transformar a decisão da CIJ em pressão real sobre Israel, algo que, até agora, a comunidade internacional tem evitado com consistência.

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Redação CBM Brasília
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