Previsão de grande guerra contra a Rússia. O que está por trás?

Previsão de grande guerra contra a Rússia. O que está por trás?

  • 21 de setembro de 2026
  • Mundo
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Desde que um drone com carga explosiva foi encontrado perto de aviões de carga ucranianos em Leipzig, na Alemanha, os bumbos de uma grande guerra contra a Rússia não param de soar na Europa.

O governo alemão responsabilizou o Kremlin. Vários líderes locais passaram a denunciar que a Rússia estaria praticando guerra híbrida contra os países europeus que apoiam a Ucrânia.

Hoje, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou:

A Rússia não representa nenhuma ameaça para a França nem para qualquer outro Estado europeu. O presidente Putin já afirmou isso repetidamente. Não temos nenhuma disputa com nenhum Estado europeu que possa causar desentendimentos sérios. Portanto, a Rússia não representa nenhuma ameaça, não está ameaçando ninguém e não está chantageando ninguém.

Foi depois que a apuração das eleições parlamentares russas indicou uma vitória esmagadora do partido que apóia Putin, o Rússia Unida, com 57% dos votos. Em segundo lugar, o Partido Comunista teve 13%.

Durante as eleições, a Ucrânia promoveu seu maior ataque com drones a Moscou desde a invasão russa de 2022.

A Rússia “perdeu controle” de sua indústria de óleo diesel, declarou o presidente Donald Trump em uma postagem, atribuindo isso aos ataques ucranianos com drones.

Trump precisa justificar para os estadunidenses o preço interno do diesel nos Estados Unidos, que nesta segunda-feira, 21, estava no equivalente a R$ 8,80 o litro. Na Califórnia, o diesel chegou a R$ 11,36 o litro em média.

Na verdade, o preço do diesel também disparou por causa da guerra que Trump decidiu mover contra o Irã.

A disparada do preço do diesel é um dos principais ativos de campanha do Partido Democrata contra Donald Trump nas eleições de meio de mandato que acontecem em 4 de novembro.

A histeria

A histeria europeia em relação à Rússia tem a ver com o contínuo desmantelamento da infraestrutura da Ucrânia, que já não conta com defesas aéreas suficientes contra drones movidos a jato e mísseis russos.

Os estoques estadunidenses de mísseis anti-míssil Patriot na Europa estão “mais que críticos”, segundo a Associated Press, por causa do conflito com o Irã.

Aos europeus, resta pouco mais que a retórica agressiva contra Moscou.

A indústria siderúrgica da Ucrânia está praticamente paralisada. Quase metade dos armazéns ucranianos foi destruída, de acordo com o diário britânico Financial Times, dificultando o abastecimento da população.

A Ucrânia produz 15% dos grãos oferecidos no mercado mundial e 50% dos óleos vegetais, mas tem dificuldade de exportá-los por conta de ataques aos portos de Odessa, Chornomorsk e Pivdennyi — todos no mar Negro. O ministro do setor admite que as exportações estão em 40% do nível de antes do conflito.

A Rússia tem atacado ferrovias e postos de gasolina. Os novos drones a jato, que atingem até 500 km por hora, podem ser guiados por Inteligência Artificial até o alvo. Com isso, houve uma aceleração dos ataques.

Embora a Ucrânia, usando drones, tenha levado a guerra à população russa, a escala da destruição é muito menor. Em breve começa o outuno no Hemisfério Norte, com acentuada queda de temperatura.

Por trás de toda a propaganda e das ameaças verbais de líderes europeus, os fatos no terreno demonstram que os custos da guerra estão se tornando cada vez mais altos para a população da Ucrânia, sem que o mesmo possa ser dito sobre os russos.

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Redação CBM Brasília
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