Emmanuel Macron reuniu nesta sexta-feira (18) praticamente todo o tabuleiro político que disputará sua sucessão em 2027. Durante conversa reservada no Palácio do Eliseu, chefes dos serviços de inteligência apresentaram aos candidatos e dirigentes partidários informações sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e seus efeitos dentro da França.
Ao sair da reunião, Macron anunciou que o governo deverá preparar um plano especial de proteção das infraestruturas críticas, incluindo instalações da indústria de defesa. Drones, ciberataques e interferência estrangeira estão no centro da preocupação francesa. Paris afirma ter identificado uma intensificação de ações híbridas atribuídas à Rússia nas últimas semanas.
O presidente citou episódios ocorridos em diferentes pontos da Europa e advertiu que ataques semelhantes podem atingir cidades e instalações estratégicas francesas. Segundo ele, isso não mudará a política de apoio a Kiev.
A outra preocupação apresentada aos presidenciáveis estava no bolso dos franceses. Diesel, petróleo, derivados e gás subiram com a deterioração do cenário no Oriente Médio, especialmente com o bloqueio quase completo do Estreito de Ormuz e problemas em rotas alternativas de fornecimento.
Macron pediu que o governo examine novas formas de auxílio, mas descartou abrir a torneira dos gastos indiscriminadamente. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu terá reuniões na segunda-feira (21). Paris também pretende convocar o G7 para discutir estoques e segurança energética.
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