Mesmo após meses de estrangulamento militar, o Irã ainda consegue produzir mísseis balísticos de alta precisão: o segredo são as fábricas subterrâneas que os EUA não conseguem achar

Mesmo após meses de estrangulamento militar, o Irã ainda consegue produzir mísseis balísticos de alta precisão: o segredo são as fábricas subterrâneas que os EUA não conseguem achar

  • 25 de agosto de 2026
  • Mundo

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, visitou uma instalação subterrânea utilizada na produção de mísseis balísticos.

A divulgação da visita ocorre em meio a avaliações de países ocidentais de que a capacidade iraniana de fabricar mísseis, especialmente os modelos de combustível sólido, teria sido reduzida por ataques recentes.

A infraestrutura subterrânea ocupa papel importante no programa de mísseis do Irã. Segundo fontes militares iranianas, parte significativa das instalações de armazenamento e fabricação foi construída abaixo do solo para reduzir a vulnerabilidade a ataques aéreos.

O país utiliza esse tipo de estrutura desde a década de 1990. De acordo com fontes ligadas às Forças Armadas iranianas, a cooperação com a Coreia do Norte contribuiu para o desenvolvimento de instalações fortificadas, incluindo áreas destinadas ao armazenamento de equipamentos e linhas completas de produção.

A capacidade atual do arsenal iraniano é difícil de determinar. Fontes militares do país afirmam que estoques acumulados antes do início do conflito ainda seriam suficientes para manter operações por anos. O Irã possui milhares de mísseis balísticos de diferentes modelos, mas estimativas sobre o volume restante variam e dependem de informações que não estão disponíveis publicamente.

Além dos estoques existentes, a capacidade de fabricação é considerada um elemento importante para a manutenção das operações. Fontes iranianas afirmam que a produção de mísseis aumentou desde o início do conflito e que novos aprimoramentos estão sendo incorporados aos sistemas, inclusive para elevar a precisão.

Mas a estrutura militar iraniana também enfrenta dificuldades. Entre os problemas mencionados por fontes do país está a disponibilidade de pessoal treinado para operar as forças de mísseis. O Irã teria iniciado esforços de recrutamento para recompor os efetivos necessários.

O funcionamento de sistemas balísticos exige profissionais capacitados para realizar lançamentos, manutenção, comunicação, navegação, definição de alvos e coordenação com as estruturas de comando das Forças Armadas.

Redação CBM Brasília
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