A China exportou 1,46 trilhão de yuans (R$ 1,10 trilhão) em circuitos integrados nos primeiros sete meses de 2026, valor 99,5% maior do que no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Administração Geral de Alfândegas da China (GAC).
O crescimento acontece em meio a uma disputa global pelo controle da produção de semicondutores, peça-chave para setores como inteligência artificial, carros elétricos, eletrônicos e sistemas de defesa. Desde 2022, os Estados Unidos impõem restrições que limitam o acesso da China a máquinas e tecnologias avançadas usadas na fabricação de chips. Em resposta, o governo chinês tem investido para fortalecer sua própria capacidade de produção, principalmente em chips de tecnologia intermediária, usados em larga escala pela indústria.
O avanço nas exportações de chips acompanhou o desempenho geral do comércio exterior chinês. Somente em julho, as trocas comerciais do país cresceram 19,2% em relação ao mesmo mês de 2025, somando 4,66 trilhões de yuans (R$ 3,52 trilhões). Foi o quinto mês seguido com o total acima de 4 trilhões de yuans.
Entre janeiro e julho, o comércio total de bens da China somou 30,13 trilhões de yuans (R$ 22,76 trilhões), alta de 17,3% sobre o mesmo período do ano anterior.
As exportações de produtos eletromecânicos — categoria que inclui máquinas, equipamentos elétricos e eletrônicos — somaram 11,12 trilhões de yuans (R$ 8,40 trilhões) no período, um aumento de 21,2%. Esses produtos passaram a representar 63,8% de tudo o que a China exportou, 3,8 pontos percentuais a mais do que no ano anterior.
Produtos ligados a energia limpa e automação também tiveram forte crescimento nas exportações: carros elétricos subiram 71,2%, baterias de lítio avançaram 35,8%, impressoras 3D dispararam 110%, robôs industriais cresceram 13,2% e embarcações, 32,7%.
No campo das regras do setor, a China divulgou recentemente uma atualização das normas de proteção aos projetos de layout de circuitos integrados — ou seja, o desenho interno dos chips. A nova regra entra em vigor em 15 de outubro e tem como objetivo melhorar os sistemas de registro e gestão dessas tecnologias, além de aproximar a legislação chinesa de tratados internacionais.
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