Nem GPS, nem radares: revelada a tática incomum do Irã para atacar bases dos EUA no Oriente Médio

Nem GPS, nem radares: revelada a tática incomum do Irã para atacar bases dos EUA no Oriente Médio

  • 6 de agosto de 2026
  • Mundo
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O Irã adotou uma estratégia incomum para realizar um ataque contra uma base militar dos Estados Unidos no Oriente Médio: os aviões envolvidos na operação não utilizaram GPS e, segundo Teerã, também não recorreram aos sistemas convencionais de navegação e comunicação durante a missão.

A informação foi revelada nesta quinta-feira pelo vice-coordenador da Força Aérea iraniana, general de brigada Masoud Jafari, em declaração divulgada pela agência Tasnim. Segundo o militar, a estratégia foi justamente reduzir ao mínimo as emissões eletrônicas das aeronaves para dificultar sua identificação.

Aviões guiados com mapas de papel

Jafari afirmou que pilotos iranianos passaram por treinamentos específicos para realizar missões sem depender de sistemas modernos de navegação.

“Aprenderam a treinar para dirigir caças em diferentes missões sem GPS, sem INS [sistema de navegação inercial], com mapas de papel e sistemas básicos de navegação”, declarou o general.

De acordo com ele, essa preparação foi a “carta vencedora” da operação. As aeronaves teriam evitado não apenas o uso de GPS e do sistema de navegação inercial, mas também a emissão de sinais de comunicação por rádio.

Na prática, a estratégia buscou reduzir a chamada assinatura eletrônica das aeronaves. Quanto menos sinais um avião emite, menor é a quantidade de informações que pode ser utilizada por sistemas de inteligência e defesa para identificar, localizar e acompanhar sua trajetória.

Defesas americanas só entraram em alerta após o ataque

Segundo o militar iraniano, a estratégia teria permitido que os aviões se aproximassem da instalação americana sem que os sistemas de defesa aérea detectassem a operação a tempo.

Jafari afirmou que as defesas só passaram ao estado de alerta de combate depois que a base já havia sido atacada.

“Talvez eles não imaginassem algo assim. Parecia improvável que alguém se atrevesse a chegar tão perto”, afirmou.

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Redação CBM Brasília
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