Mounjaro no SUS: com investimento de R$ 1 milhão, comissão vai elaborar diretrizes para uso gratuito em Foz do Iguaçu

Mounjaro no SUS: com investimento de R$ 1 milhão, comissão vai elaborar diretrizes para uso gratuito em Foz do Iguaçu

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Novas diretrizes para o uso da tirzepatida, o Mounjaro, no tratamento da obesidade na Atenção Primária à Saúde, foram instituídas pela Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, Oeste do Estado, nesta sexta-feira (24).

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A comissão definirá os critérios de elegibilidade para o uso da tirzepatida no município. Foto: Reprodução/Prefeitura de Foz do Iguaçu (IA)

Investimento de R$ 1 milhão para o tratamento da obesidade

O município viabilizou o projeto por meio de uma emenda parlamentar de R$1 milhão, destinada exclusivamente para a aquisição do medicamento. A iniciativa de Foz do Iguaçu espelha-se em modelos consolidados já adotados em cidades como Rio de Janeiro (RJ) e Sorocaba (SP).

O Governo Federal também observa o setor com o projeto-piloto Real-Bari, em Porto Alegre, que utiliza a semaglutida para atender 250 pacientes com obesidade grave.

A medida considera a obesidade uma doença crônica multifatorial, ligada a diversos óbitos e outras enfermidades crônicas.

Como funcionará o uso da tirzepatida em Foz?

A prefeitura criou uma Comissão Multiprofissional para definir os critérios técnicos para a implementação do fármaco na rede municipal.

O grupo será o responsável por definir quem poderá receber a medicação, avaliando o risco clínico e estabelecendo os protocolos de prescrição. Além de elaborar as diretrizes, a comissão acompanhará o fornecimento do medicamento e o monitoramento dos pacientes assistidos pela rede pública.

Atribuições da comissão e fiscalização

A comissão terá a presidência da servidora Elaine Cristina Campos de Oliveira e contará com especialistas de diversas áreas da Secretaria de Saúde. Entre as tarefas principais estão:

  • Definição dos critérios de elegibilidade dos pacientes;
  • Avaliação do risco clínico e da efetividade do tratamento;
  • Elaboração de protocolos do medicamento e fluxos de atendimento;
  • Proposição de mecanismos de controle dos recursos públicos.

Início dos atendimentos

Os trabalhos da comissão seguem até a aprovação final das diretrizes municipais. A expectativa da Secretaria de Saúde é que os primeiros atendimentos e o uso da tirzepatida pelos pacientes selecionados iniciem ainda neste semestre.

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Redação CBM Brasília
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